quinta-feira, 26 de março de 2009

MARILENA CHAUI: a filósofa que escreve com a beleza da arte


Para Olavo de Carvalho, o mestre da erística (arte de vencer debates sem precisar ter razão), Marilena Chaui puxa a carroça carregada de burros e parvos do pensamento nacional. Mas ninguém dá muita bola para Carvalho.

Marilena Chaui, que foi capa da Cult do mês de março, é apresentada pelos jornalistas da revista como a filósofa mais importante do país. Para eles, “comprovando que também é possível romper com a elitização do ensino de filosofia sem abandonar o rigor que caracteriza a verdadeira atitude filosófica, seu livro Convite à filosofia tornou-se uma introdução surpreendente ao filosofar e referência praticamente obrigatória para o ensino médio.”

Ela é mesmo tudo isso. Meu encanto com Chaui começou quando li seu texto sobre o medo, publicado no livro Os sentidos da paixão, organizado pela Funarte em 1999. Nesse texto, ela escreve:

Temos medo do esquecimento e de jamais poder deslembrar. Da insônia e de não mais despertar. Do irreparável. Do inominável e do horror à perda do nome próprio, essa ‘doença mental’ que, um dia, Kierkegaard chamou de desespero humano.
(...)
Temos medo da fala do inimigo, mas muito mais, quão mais, do inesperado punhal a saltar na mão há pouco amiga para trespassar nosso aberto peito ou pelas costas nos aniquilar. É então, quem sabe, nesse ‘medo que esteriliza os abraços’ que descobrimos não termos medo disto ou daquilo, de algo ou de alguém, já nem mesmo medo de nossa própria sombra, somente medo do medonho. Susto, espanto, pavor. Angústia, medo metafísico sem objeto, tudo e nada lhe servindo para consumar-se até alçar-se ao ápice: medo do medo. Juntamente com o ódio, o medo, escreveu Espinosa, é a mais triste das paixões tristes, caminho de toda servidão. Quem o sentiu, sabe.

A revista Cult também traz um dossiê de Simone de Beauvoir, dizendo: “Ao trazer para a filosofia a figura do feminino, Simone de Beauvoir rompe com a neutralidade da tradição metafísica.”

12 comentários:

Anônimo disse...

Texto ridiculo
Marilena Chaui nada mais é que uma comunistazinha que não se conformou com o fim do socialismo e ainda apoia grupos terroristas de esquerda como o MST.

Gilberto G. Pereira disse...

E você deve ter acabado de chegar das cavernas. Nem nome tem ainda, né. E tudo que aprendeu foi reproduzir o senso comum, e raivoso, da extrema direita.

adriana disse...

Achei realmente grosseira a forma de se expressar do cidadão anônimo..A politica deve estar presente em nossa vida , mas não deve ser levada ao ódio pessoal e criticas sem nexo ..parabéns a Marilena Chaui pelos textos

Gilberto G. Pereira disse...

Isso mesmo, Adriana. Chega de escumas nos cantos da boca. A raiva nunca construiu nada que prestasse, nem pelo lado direito, nem pelo lado esquerdo da vida. Há pessoas que leram duas linhas do Livro dos Insultos e acham que podem ser como Mencken. Mas este pelo menos era inteligente e engraçado e assinava o que escrevia.

Gilson disse...

Desculpe-me, mas o trecho citado pelo Sr. Gilberto Pereira é muuuiiito mal escrito. Talvez o brilhantismo da professora Chauí só se manifeste em "desatenções" como as denunciadas por Merquior.

Gilberto G. Pereira disse...

José G. Merquior também não lhe tira a falta de argumentos, né? Só dizer que Chaui se manifesta pelas desatenções é pouco. Muito pouco. É por estas e outras que os críticos levam a fama de ignorantes semianalfabetos, reprodutores do senso comum (sem ao menos tocar o bom senso), criadores de fossos. O trecho acima de Chaui pode ser qualquer coisa, menos desatento, menos mal escrito, menos turvo, mesmo porque, para lê-lo, conforme digo no título, é preciso saber distinguir discursos, e este de Chaui é ambíguo, intencionalmente ambíguo, tal como se escreve em literatura. Até mesmo Nietzsche é deveras ambíguo. Mas o senhor não teria 'coragem' de dizer que Nietzsche, ambíguo e contraditório que é, se manifesta pelas desatenções, não é mesmo? Faz tempo que esta mensagem está aqui, mas só agora a vejo, porque só agora volto ao texto.

josegeraldodossantos disse...

Essa mulher não crítica mais o sistema político (a não ser em São Paulo) depois que o PT venceu as eleições presidencial. Mas todo sabemos do mensalão, da corrupção nos ministérios e mesmo assim há essa blindagem em torno deste partido político. Partido político que em essência é o mesmo do PSDB e DEM, isto é, tem como único projeto de sociedade a manutenção da ordem neoliberal, mais nada...A Marilena foi cooptada pelo partido, deixou de ser intelectual porque intelectual não é aquele que trabalha com o intelecto e produz artigo acadêmico. Não, é aquele que olha para o instituído criticamente, olha para o social-histórico e se interroga sobre suas instituições com o intuito de transformar a realidade..não essa sua postura de racionalização e sacramentalização platônica do poder.

Jonas disse...

Texto pedante, ao mesmo tempo, por isso mesmo, medíocre, Vazio.

Poser. Ícone do pseudo intelectualismo.

Jonas disse...

Bem elaborado, fruto de uma mente laboriosamente polida.

Texto pedante. Ao mesmo tempo, e por isso mesmo, medíocre, vazio.

Poser. Ícone do pseudo-intelectualismo.

Gilberto G. Pereira disse...

Palavras no vazio, senso comum da anticrítica, anônimo que se arrasta pelo deserto da hiperrealidade, com nomes sem raiz, com vontade de escrever alguma coisa, mas ao mesmo tempo não dá conta, não sabe evocar o verbo, nem mesmo para se jogar na crise. O que resta? Criar um log in para tentar por lenha no ventre da consciência adiposa, cujos parcos étimos, ainda à sombra da pobre caverna, se esgueira sem força, antes de vomitar a merda que havia comido antes, provavelmente tirada da boca do pedante que agora projeta.

filosofia disse...

este gilbert é uma piada. quem escreve contra as ideias dele - contra a chauí, p.e. - é senso comum reproduzido; ele deve ser leso das ideias , pois dizer aquilo do merquior em favor da ideóloga petista, meu deus...a ex-professora da usp deixou há tempos a vaga da lógica, estacionando-se, definitivamente, na da ideológica.
Pedrão Pedreiro da Silva.

Gilberto G. Pereira disse...

Sou uma piada na mesma proporção que você existe. Convenhamos, Pedrão, você é uma ficção, nenão? Sou uma piada à medida que me proponho a te responder, hehehê!