segunda-feira, 30 de março de 2009

LEITE DERRAMDO EM EL PAÍS

Foto retirada do site de divulgação do livro

O livro Leite Derramado de Chico Buarque foi resenhado no suplemento literário do El País. O correspondente do jornal espanhol no Rio de Janeiro Juan Arias chama Buarque de rei da música, músico e compositor imortal, o poeta dos olhos verdes. Segundo ele, tudo que o ídolo da MPB produz, seja música ou literatura, tudo que ele canta vira notícia.

A resenha de Arias parece ambígua. Ao mesmo tempo que elogia o livro, deixa entender que os elogios são para a figura adorada de Buarque. Ele cita dois resenhistas brasileiros para demonstrar como Chico Buarque é visto no Brasil.

Segundo ele, José Castello, jornalista e escritor, disse que Leite Derramado é um dos romances mais importantes lançados no Brasil nesta primeira década do século XXI. E completa: “Ou seja, a literatura para o silencioso Buarque, que, como sempre, não quis dar sequer uma entrevista aos meios de comunicação, já não é um hobby, já está inserida em sua arte polivalente. Chegou ao olimpo dos grandes escritores.”

Arias também cita Francisco Bosco, crítico semiólogo carioca, filho de João Bosco, que escreve no suplemento Prosa e Verso, de O Globo. Bosco diz que o romance revela “nitidez semântica e elegância sintática, que conferem claridade e estabilidade ao texto, configurando o equilíbrio de sua economia.”

Esse trecho citado por Arias me dá uma sensação de riso à crítica e ao livro, porque me parece mais um palavrório sem significado do que qualquer outra coisa. Mas, como não li livro ainda, fica como uma impressão crítica, apenas.

No final, o jornalista espanhol diz: “Tampouco, os críticos fariam falta ao livro. Nas mãos e na boca do deus da canção, tudo seu vira ouro. Tudo que é seu agrada a todos os brasileiros, porque é seu, é de Chico, o inalcançável, o sombrio, mas presente no coração do povo, aquele que, com suas canções, abriu raios de esperança aos tempos duros da ditadura militar dos anos setenta.”

2 comentários:

Garbo disse...

Deixa a impressão que o resenhista espanhol também não leu o livro.

Gilberto G. Pereira disse...

É verdade.