terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Cool Heart – diário de viagem a Nova York (13)

                                                                              Fotos: Gilberto G. Pereira
Lembrança trágica do 11 de Setembro, com o prédio do memorial 
em forma de asas e as cavidades abissais das Torres Gêmeas   


Dia 13 (18 de julho de 2016)


Já declarei que minha viagem a Nova York foi curta demais para assimilar a alma profunda da cidade. No entanto, tive dias longos o bastante para permear certos elementos que me interessavam como tropo literário, como objeto de desejo, como fruto da espacialização. Já declarei que me declarei para Nova York como todo mundo o faz.

Entre as poucas cidades que conheço, há duas que aprendi a amar: Goiânia e São Paulo. Não cobro correspondência. É um amor que suporto a aventura e a desventura de apenas doar. Mas Nova York já é amada por tantos que me trouxeram até aqui de algum modo que minha declaração é simbólica e soa como graveto flutuando no oceano.

Admiro Nova York como espaço dinamizador de mundos. Quando caminhei sobre suas calçadas, largas e apinhadas de gente, lembrei-me de todos, e ressignifiquei tudo. Foi assim que no dia 18 de julho de 2016, dei passos leves sobre a dor da cidade.

Desci a pé da Rua 32 até o Battery Park, atrás de quatro lugares que, no fim das contas, só pude acessar três: Tompkins Square, no Lower East Side (Alphabet City); African Burial Ground; Irish Hunger Memorial; e por fim, mas com sinal de recomeço, o Museu da Herança Judaica (Jewish Heritage Museum).

Tão plural
Se eu fosse escrever um romance ambientado em Nova York, na hora de escolher meus personagens, não seria capaz de esgotar sua pluralidade. O cast de cidadãos nova-iorquinos é de uma diversidade impressionante.

Ao longo dos treze dias e 14 noites que perambulei pela cidade, conversei com um argentino de pai líbio e mãe italiana (vendedor da Macy’s), um russo simpático e falador (vendedor da B&H Photos), um marroquino e um indonésio (taxistas), vários mexicanos garçons, um bengali (taxista), uma sueca (vendedora da Gap), uma vendedora de cachorro quente muito simpática no Central Park, que disse ter avós italianos e marido árabe.

Não falei com ninguém importante, na acepção soberba da palavra. Mas me comuniquei com os cidadãos do mundo que moram e trabalham em Nova York, e com uma série de americanos, brancos e negros, na mesma condição, quase todos educados.

Conversei com um ganês (dono de um restaurante de comida africana no Bronx), um jovem americano muito educado, que vendia sorvete no Brooklyn Park. Para minha surpresa, alguns negros foram mais grosseiros ou impacientes, como os taxistas negros (dois) e um rapaz que fazia a inspeção na entrada do ferry boat para o passeio à Estátua da Liberdade.

Nessas ocasiões, talvez eu devesse levar a sério a teoria de que na América, para a pessoa se tornar alguém na vida, tem de ser agressiva. 


Curioso ver crianças brincando ao redor do modesto memorial em 
homenagem às vítimas de 1904; centenas de crianças morreram no acidente    


Uma coisa terrível
Para alcançar o sucesso na terra do Tio Sam, dizem, tem de falar mais alto que o outro, mostrar as garras. Mas nem todo cidadão negro, como eu, era grosseiro. Pelo contrário, a maioria era solícita e sorridente, como dois senhores na Praça Tompkins, no East Village, que me mostraram o monumento em memória das vítimas do steamer General Slocum, que pegou fogo em 1904 matando cerca de 1300 pessoas.

Fui a essa praça sob influência da leitura de Ulysses, de James Joyce. “Coisa horrorosa aquela explosão do General Slocum. Um horror, um horror! Mil mortes. E umas cenas de cortar o coração. Homens pisoteando mulheres e crianças. Que coisa mais terrível”, lemos numa conversa entre Crimmins e Kernan.

A tragédia ocorreu no dia 15 de junho de 1904, e só perde em dor para o episódio de 11 de setembro de 2001, quando as duas torres do World Trade Center foram postas abaixo na onda de atentados terroristas que chocaram o mundo. A trama de Ulysses é ambientada em Dublin, narrando um único dia de Leopold Bloom, no hoje celebrado 16 de junho de 1904.

O retrato obsessivo do cotidiano na narrativa de Ulysses plasmou também os arredores do dia, e por isso General Slocum entrou na história. Dublin se estende a Nova York não por acaso. Os irlandeses ajudaram a construir a cidade americana, e hoje são muito mais lembrados que os próprios holandeses.

Esse caso se liga diretamente ao do 11 de setembro porque foi por décadas – até o fatídico dia em que as duas torres ruíram – a maior tragédia de Nova York. Mas hoje é quase esquecida. Mesmo havendo fartos registros na internet, quem a imortaliza é a literatura, mais precisamente Ulysses. Como poucos leem esse livro, e menos ainda se interessam por essa passagem, a figura da tragédia fica lá escondida em sua eternidade.

Na minha Nova York imaginada, pelo menos dois tropos saíram de Ulysses. Além da tragédia com o vapor General Slocum, outra ainda maior, ocorrida na Irlanda com eco em Manhattan, foi registrada pela narrativa joyciana: a figura dos irlandeses definhando na grande fome, entre 1845 e 1849, que assolou o país de Joyce, matando mais de 1 milhão de pessoas, fato que narrarei mais adiante.

O esplêndido túmulo dos negros
Naquela tarde (“vadia e mítica”) 18 de julho, fui sozinho. As mulheres estavam cansadas e queriam descansar para um passeio maior no dia seguinte ao Central Park. Seria um passeio de dia todo. Descansar, portanto, era melhor do que ficar acompanhando um sujeito excêntrico a museus que não chegam aos pés de um Museu de História Natural.

O plano era visitar a Praça Tompskin, o African Burial Ground, o Memorial da Fome e o Museu da Herança Judaica. Depois da Tompkins, fui direto para  African Burial, mas a porta estava fechada e ninguém atendeu meu chamado. Pela segunda vez, minha tentativa de prestar uma homenagem aos negros mortos sob o regime da escravidão em Nova York não deu certo.

Há quem diga que a história da relação dos negros com Nova York está mal contada. Mas há um substrato imenso dessa história. Nova York respira e transpira a cultura negra. Mesmo que o registro acadêmico ou os anais do poder não queiram dar o reconhecimento, a história dos negros como um dos fundadores de Nova York pulsa nas ruas, nas artes, no subsolo da cidade.

De modo geral, a América não consegue contar sua história sem a presença do negro. Durante todo o tempo que fiquei em Nova York, só ouvia nas rádios o pop, com a tonalidade da black music. As estações sempre tocam música negra.

Mesmo na voz das cantoras brancas, as canções trazem uma sombra da vocalização negra, da composição, dos arranjos, como se todos os empresários do mundo pop americano fossem negros. E é tudo muito gostoso de ouvir e de querer dançar. Adorei essa aura vibrante.

Michael Jackson está muito vivo na memória dos nova-iorquinos, e toca nas rádios junto com os ícones pops atuais como Janelle Monáe. Há músicas tristes no pop, porque há uma tristeza perene na música negra desde o blues. Mas há também o contrapeso da alegria.

Ouvimos a alegria do ritmo negro no cerne da melodia, e assim a tristeza parece ensaiar um balanço sambítisco de lá, como na afirmação de Vinicius de Morais: “O samba é a tristeza que balança, e a tristeza tem sempre uma esperança, a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não.” É um pop limpo, lindo que jamais ouvi. Amei tudo aquilo, e moraria lá só para ouvir aquela música todos os dias.

A presença da cultura negra é tão marcante na cidade que Albert Camus, Ovídio de meu divino delírio novaiorquino, escreveu em seu Diário de viagem: “Impressão de que só os negros dão vida à vida, a paixão e a nostalgia neste país que eles colonizam a sua maneira.” Neste sentido, Nova York não pode respirar sem a cultura negra.

Já com os índios, parece ter havido uma raspagem de tela sistemática. Quase nada se verifica de índio em Manhattam, só o nome. No Brooklyn, os canarsies tiveram o nome preservado na área que dominavam antes de chegarem os europeus. Há um bairro, um parque, uma avenida e um beco chamados Canarsie no Brooklyn, onde eles viviam. Só.

No caso da presença dos negros, não é que Nova York atraíra a migração em massa dos negros do Centro-Oeste, do Sul ou do Delta do Mississipi, abarrotando-se deles. Obviamente, houve algo parecido na época do movimento chamado Harlem Renaiscence. Mas antes disso, os negros já marcavam sua história na cidade.

Nova York teve o segundo maior número de escravos do país. Só perde para Charleston, na Carolina do Sul. Os negros estiveram em solo nova-iorquino desde a pedra fundamental, e ajudaram a erguê-la.

Wall Street já foi um movimentado ponto de venda de negros escravizados. Sob o piso do portentoso Manhattan Municipal Building, corpos de negros enterrados aos montes permanecem deitados para sempre em suas horizontalidades preteridas pelo status quo, silenciosos em um esplêndido túmulo, sobre o qual, os prédios se ergueram.

O cemitério esquecido dos negros, chamado pelos nova-iorquinos, primeiro de Negros Buriel Ground (Cemitério dos Negros), e mais tarde de African Burial Ground (Cemitério Africano), começou em 1626 (veja que Manhattan foi ocupada pelos holandeses em 1609), quando os negros não tiveram mais permissão para enterrar seus mortos no cemitério público da cidade.  

Os negros então passaram a utilizar uma área ao norte, depois de uma cerca que delimitava a zona urbana de Manhattan, que na época iniciava na região do Battery Park e subia até à altura da Chambers Street. Os enterros seguiram até os anos 1790, quando a cidade sofreu uma onda de expansão e começou a passar por cima do cemitério.

Os séculos se passaram, e só em 1991, o cemitério soterrado sob prédios foi redescoberto, e a comunidade negra então reivindicou um quarteirão para fazer o memorial, cuja entrada é pelo Edifício Ted Weiss Federal, na Avenida Broadway, 290,  onde há 419 corpos enterrados. Mas na área total, são pelo menos 15 mil corpos, segundo dados da African Burial Ground.

Durante dois séculos, o cemitério esteve supostamente relegado ao esquecimento. Essa história é curiosa porque no livro As gangues de Nova York: uma história informal do submundo, de Herbert Absbury, publicado originalmente em 1929, o cemitério aparece citado numa das primeiras páginas. Como esquecido?

“No período colonial e nos primeiros anos da República, o cemitério dos negros na esquina da Broadway com a Chambers Street estava localizado nos arredores da cidade; o atual distrito teatral de Times Square [batizado com esse nome em 1904] era um deserto com ventos uivantes em que índios selvagens caçavam”, escreve Absbury.

Em 1929, quando As gangues de Nova York é publicado, já não havia mais nem a caça dos índios, nem a caça aos índios. A cultura do delírio estava em pleno vapor. Mas uma coisa ainda perpetuava. A memória dos negros, embora citada en pasant pelo autor, era de fato ignorada pelo poder público. Ninguém queria saber.

Talvez os negros até hoje nunca tenham se interessado em ressaltar esse passado, ou não conseguem. A dificuldade que senti em visitar o memorial dos negros é um forte indicativo de que não se faz muita questão.

Com as portas fechadas para mim, e eu sem saber como proceder, sem pedir informação, saquei a câmera, fotografei a fachada do prédio e segui caminho rumo ao Irish Hunger Memorial (Memorial da Fome na Irlanda).


Foto clicada do Irish Hunger Memorial, captando ao 
fundo o gigante One World Trade Center, na Vesey Street    


Uma coisa mais terrível
Para lembrar a grande fome na Irlanda, a prefeitura nova-iorquina mandou construir em 2002 um memorial, no bairro de Tribeca, bem próximo à área do World Trade Center, um ano após o atentado. Enquanto finalizo este texto, leio que o memorial foi fechado em agosto de 2016 para reparo de infiltrações e será reaberto a partir de março.

O memorial irlandês é um espaço topográfico, desenhado para representar a Irlanda, com um muro baixo construído em cima do terreno para o qual se entra a partir de um portal cujas paredes são revestidas de inúmeras frases retiradas de depoimentos e ditados populares.

Procurei algum trecho de Ulysses, mas não achei. Deve haver algum, mas eu estava com pressa, não podia perder o tempo que restava para visitar o museu judaico. Registrei apenas uma frase que dizia o seguinte: “Um povo faminto é um povo sem paz.” Pensei no povo da África e da Ásia, sobretudo, mas também no povo da América Latina. Pensei em todo mundo.

Quando eu estava indo ver o memorial irlandês, cheguei a Vesey Street, passei pelo memorial do World Trade Center. Vi as duas imensas cavidades (abismos) onde fincavam-se as Torres Gêmeas, derrubadas pelo terror de 11 de setembro, no espetáculo de horror captado pelas imagens de TV e mostradas no mundo todo. Fotografei, filmei, registrei enfim, e segui atrás do memorial da fome.

O memorial irlandês em si não foi registrado na obra de Joyce porque, como já disse, foi feito apenas em 2002. Mas o terrível e ignóbil episódio de 1 milhão de irlandeses definhando até a morte no século XIX, no próprio país, está registrado em Ulysses.

O narrador cita um cidadão irlandês que acusa o império britânico de ter desencadeado a tragédia: “Eles foram expulsos do lar no negro ano de 47 (...), e o Times esfregou as mãozinhas e disse pros saxões cagões que logo ia sobrar tão pouco irlandês na Irlanda quanto pelevermelha na América.”

O discurso na boca do narrador continua, referindo-se a um terceiro (ambos sem identificação na narrativa). Os sassenachs (ingleses, segundo os escoceses), diz, “tentaram matar a nação de fome, enquanto as plantações estavam cheias de comida que as hienas inglesas compravam e vendiam no Rio de Janeiro. É, eles expulsaram hordas de camponeses. Vinte mil morreram nos navios ataúdes. Mas aqueles que chegaram à terra da liberdade se lembram da terra da servidão.”

Essa passagem me fez pesquisar sobre a memória dos irlandeses em Nova York, para além de As gangues de Nova York (o livro e o filme), e acabei descobrindo o memorial. O gênio de Joyce lapidou uma profecia que seria confirmada, com o memorial, quase exatos 100 anos após o registro fictício de 1904 na narrativa de Ulysses.

Tempo e memória
Em Nova York, para quem vive lá e para quem visita, ninguém parece estar interessado na história. Tudo é transformação. Não existe história. O tempo é hoje, e depois não mais. Quando algo parece se fixar à história, a própria história dá um jeito de aniquilá-lo.

As Torres Gêmeas são um exemplo do que digo. Em 1976, Jean Baudrillard as chamou de “megassignos invulneráveis do poder absoluto do sistema.” Não são mais. Feneceram. Sua memória paira para sempre no Lower West Side, mas foram varridas pelo vento do terror.

Talvez por isso o memorial irlandês fique tão acanhado no fim da Vesey Street, entre mega prédios de um lado e de outro, e ofuscado pela lembrança trágica do 11 de setembro, com o prédio do memorial em forma de asas, e o gigante One World Trade Center, imponente com seus 541 metros, suportando 104 andares. 


Museu da Herança Judaica, na Battery Place: a cultura judaica, letrada 
e de tradição intelectual, sabe como narrar seus dramas e conquistas    


Judeus
Do Irish Hunger Memorial, parti para o museu judaico, no Battery Park, região da qual já estava íntimo. O museu apresenta uma temática dividida em três partes, para cada uma, um andar do prédio.

No primeiro piso, está a história da origem do povo judeu, de quando eram felizes, de quando construíram seu saber, suas bíblias, costumes, seu orgulho erigido sobre um terreno fértil e viçoso. No segundo, estava a ignomínia nazista desconstruindo os judeus, matando-os, humilhando-os.

O horror estava ali de novo. O horror está em todos os lugares quando se fala na memória do povo judeu, porque ele existiu, mais do que isso, ele existiu e os judeus souberam preservar a memória desse horror para que fossem evitadas novas tentativas de holocausto.

Uma das consequências desse trauma foi a esquematização de um Estado judaico completamente bélico, como é Israel desde sua fundação, em 1948. Embora o projeto sionista de construir um Estado baseado na força bélica para garantir a segurança de seus cidadãos seja do século XIX (podemos dizer inclusive que essa ideia está incrustada no pentateuco), o Holocausto talvez tenha fortalecido o ideal sionista.

O irônico nessa história é que no African Burial Ground, com os corpos negros enterrados, não consegui entrar. No museu judaico, consegui e acompanhei por um momento sua dor. No terceiro andar, acompanhei a reconstrução, as conquistas, a América descoberta e conquistada, a América que sem dúvida deve uma parcela imensa de seu sucesso ao povo judeu. As peças narram o recomeço, o rearranjo geopolítico dos judeus e seus grandes feitos, a volta por cima.

Da literatura, passando pelo jornalismo, mercado financeiro às grandes indústrias, os judeus tiveram um papel fundamental na construção de Nova York desde sua fundação. Se Nova York é o berço do grafitti e do rap dos negros, é também o berço das maiores marcas de HQs, criadas por judeus como Stan Lee, Jack Kirby, Will Eisner, Martin Goodman (criador da Marvel) etc. etc.

Dois mundos
A América deve uma imensa parcela de sua história ao povo judeu, como deve outra parcela imensa ao povo negro. Mas o povo negro não domina a técnica de contar sua história, de erigir sua bravura de três séculos de escravidão na América trabalhando como condenados da terra para erguer esse país esplendoroso, especialmente essa cidade encantada e cheia de vida, a cidade menos americana de todas.

O povo negro ainda está aprendendo essa parte da memória registrada no papel, transformada em cinema a partir de seu próprio ponto de vista. Mas para chegar ao volume dos judeus, é preciso ir além.

Como Chicago e Detroit, Nova York é a cidade onde a história dos judeus se encontra com a dos negros. Ambas vêm de contextos diferentes, mas de vez em quando se entrelaçam, como vítimas e como superadores (incluindo aqui o trocadilho incrustado nesta palavra) de seus dramas.

Strange fruits, por exemplo, música composta por um judeu do Bronx (Abel Meeropol, com o pseudônimo de Lewis Allan), falando da tragédia negra, foi cantada pela primeira vez por Billy Holliday no Madison Square Garden. Negros e judeus também têm uma história para contar que começa em Detroit, com a gravadora Motown Records, e desemboca em Nova York com a imensidão do blues e do jazz.

Na saída do museu judaico, passei pela loja institucional. Pensei em comprar alguma coisa que me vinculasse à visita. Havia livros de escritores judeus que viveram a terrível experiência do Holocausto, como Primo Levi, Elie Wiesel, que falecera havia poucos dias ali em Manhattan.

Sempre quis ler Wiesel. Quando cheguei a Nova York, fazia exatamente uma semana da morte dele. Mas acabei não comprando Elie Wiesel. Comprei um autor que também queria ler muito, Victor E. Frankl. Comprei o livro Man’s search for meaning (Em busca de sentido, na tradução da Ed. Vozes, 2015). Frankl também foi vítima do nazismo, e este livro é seu relato autobiográfico sobre como se programar e descobrir um significado na vida para se conseguir sobreviver a situações extremas como o Holocausto.


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