DOIS FIOS QUE TECEM UMA MALHA INTEIRA - Leituras do Giba

Criado em 2007, este blog é focado em literatura e humanidades e no acervo que as rodeia, com ênfase em jornalismo literário, literatura contemporânea, clássicos, cultura afrodescendente e decolonialidade pelo viés da crítica literária, da comunicação e da sociologia da cultura. Seja bem-vindo(a)!

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

DOIS FIOS QUE TECEM UMA MALHA INTEIRA

Esquete 1

A internet é o quarto escuro da consciência humana, mas lá, para cada clique, uma pequena luz se acende diante de alguém. E é aí que transparece sua maravilha. Ao haver luz, o universo virtual torna-se a grande cidade, sua metáfora por excelência (o paradoxo existe e é inevitável).

Esquete 2

A metáfora é um dos recursos da arte, e a cidade é seu refúgio. É para as cidades grandes que vão os grandes poetas, por exemplo, os literatos todos, o artista de modo geral. Para Paris foi Rimbaud. Para Belo Horizonte, Drummond e Rosa. Para Londres foi Shakespeare.

Esquete 3

Teria sido por isso que o historiador e crítico italiano Giulio Carlo Argan (1909 – 1992) escreveu História da arte como história da cidade? Neste caso, ele fala do espaço criado pelas artes visuais e a arquiteura que recriam a cidade. No coração do criador há uma multidão.

Esquete 4
Mas literatura também é arte, as vias de passagem da tensão. Literatura e cidade. Dois fios que tecem uma malha inteira de desejos. No contrafluxo de imagens e entendimento, a internet também é sua metáfora, a mais bela tradução da cidade que há em todo homem moderno.

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