Marcel, o narrador-personagem de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, faz sua definição de gênio.
“Os que produzem obras geniais não são aqueles que vivem no meio mais delicado, que têm a conversação mais brilhante, a cultura mais extensa, mas os que tiveram o poder, deixando subitamente de viver para si mesmos, de tornar a sua personalidade igual a um espelho, de tal modo que a sua vida aí se reflete, por mais medíocre que aliás pudesse ser mundanamente e até, em certo sentido, intelectualmente falando, pois o gênio consiste no poder refletor e não na qualidade intrínseca do espetáculo refletido.”
In: Em Busca do Tempo Perdido – À sombra das raparigas em flor. Tradução: Mário Quintana. São Paulo; Globo, 1999 (P. 117).
Eu adoro a Ilha Porchat
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Ninguém tropeça em sua língua ao ler o que eu escrevo. Minhas palavras
dançam no céu da tua boca. Eu estava sentado embaixo de um coqueiro,
criando uma nov...
Há 2 dias

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