Desconfio, só desconfio e não posso comprovar nada, que existem muitos nomes de quem se acredita poeta só porque Carlos Drummond de Andrade disse que era. E todo mundo acredita. Ora, todo mundo também sabe que Drummond era um sentimental, em matéria de contato com as pessoas.
Era tímido, o contato físico era escasso. Carecia de uma inovação no modo de fazer-se afeiçoar, principalmente com quem nunca tinha visto na vida, mas que lhe enviava livros e mais livros. E a maneira que encontrou para estreitar seus laços de humanidade, de atenção ao outro, foi elogiando pipocos verbais.
Dessa maneira nasceu uma fauna estranha que se confunde a todo instante com os maiorais da literatura, da poesia brasileira. Blá.
Ao fundo a Ilha Porchat
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Hoje às três da tarde eu vi esta mesa me chamando ali na praia. Não me
restou alternativa, senão transformá-la em minha mesa de escritório...
Tirei a camis...
Há um dia

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